Consultoria

Diante das fraudes existentes no Seguro RECOVAT, em 1985, a FENASEG – Federação Nacional das Seguradoras foi instruída pelo Ministério da Justiça a adotar uma nova sistemática para o seguro obrigatório, instituído em 1974.

Naquele ano, a DELPHOS foi contratada pela FENASEG para estudar a viabilidade da centralização da cobrança dos prêmios e controle do pagamento de sinistros, para reduzir a inadimplência e evitar que um mesmo processo fosse avisado em diferentes seguradoras simultaneamente, uma vez que essa era uma das práticas que estava  inviabilizando o RECOVAT.

Pela proposta da DELPHOS, que foi aprovada pela FENASEG, o seguro passaria a ser cobrado junto com o IPVA, enquanto o pagamento do sinistro seria centralizado. Para viabilizar isso, a DELPHOS estimulou a criação da atual ABDETRAN – Associação Brasileira de Departamento de Trânsito (antiga Associação de Diretores de Detran´s), que, após vários encontros, aprovou a criação do DUT – Documento Único de Trânsito, que era gerado em formulário contínuo fornecido pela FENASEG a todos os Estados e Distrito Federal.

Em abril de 1986, foi criado o Convênio DPVAT, reunindo todas as seguradoras que atuavam naquela época e que tinham interesse naquela cobertura, iniciando-se assim a alteração pretendida no seguro obrigatório.

Processamento de Dados – Prêmios e Sinistros

A partir da adoção do DUT, a DELPHOS iniciou o processamento de dados dos boletos pagos, controlando assim a arrecadação para o Convênio. Da mesma forma, passou a processar os dados dos sinistros, para controlar a liberação do pagamento das indenizações.

Como é da sua tradição, a DELPHOS não se limitou ao objeto do contrato firmado com a FENASEG. Valendo-se de sua estrutura nacional, foi a peça principal na implantação e funcionamento pleno do Documento Único de Arrecadação. Para tanto, atuou diretamente, em nome da FENASEG, nas Secretarias Estaduais de Fazenda, bancos, no DENATRAN, nos DETRANs e nos CIRETRANs.

Esse serviço de processamento de dados foi prestado até maio de 1992, quando, por razões políticas, a nova diretoria da FENASEG decidiu transferir o serviço para uma outra prestadora, que assumiu o sistema desenvolvido pela DELPHOS e deu prosseguimento ao trabalho. O sistema desenvolvido pela DELPHOS para o controle de sinistros foi utilizado até recentemente pela empresa em questão, com as eventuais e necessárias modificações realizadas ao longo do tempo.

Regulação de Sinistros

De acordo com as regras do Convênio DPVAT, a regulação do sinistro cabe cabia à seguradora que recebia o Aviso de Sinistro. Assim, dezenas de seguradoras passaram a realizar o serviço de regulação, recebendo por ele. Entretanto, as seguradoras precisavam adaptar seus sistemas para as características do seguro DPVAT. Devido à essa dificuldade, muitas seguradoras se recusavam a receber os Avisos, ou criavam rotinas que inviabilizavam os procedimentos para os beneficiários.

Em 1993, por conta de suspeita de fraudes na regulação de sinistros, a DELPHOS foi convocada pelo vice-presidente da SulAmérica Cia. Nacional de Seguros, Ivan Passos, a assumir a recepção dos Avisos de Sinistros de DPVAT que eram entregues naquela seguradora, bem como para fazer a regulação dos respectivos sinistros. Com isso, a SulAmérica passou a contar com as 26 sucursais da DELPHOS para receber os Avisos de Sinistros, retirando das suas agências essa atividade, a qual não era benéfica aos seus outros negócios, posto que havia um grande consumo de tempo para tratar de um ramo cujo risco não fora por ela subscrito e cuja gestão não era de sua competência.

A partir daquele contrato, a DELPHOS desenvolveu um sistema específico para regulação de sinistros de DPVAT, independente do sistema da Seguradora Líder ou de qualquer seguradora.

Enquanto foi utilizado, o sistema tinha o cadastro de todas as delegacias, cartórios e hospitais de emergência do Brasil. Bem antes da popularização dos mapas nos APPs, a DELPHOS apurava a localização do acidente pela latitude e longitude e comparava com a localização do hospital, delegacia e cartório envolvidos no sinistro, para identificar indícios de fraudes. E tais indícios eram muitos! Havia documentação de acidentes em uma cidade, com o Boletim de Ocorrência registrado na delegacia de outra cidade, com a vítima sendo atendida em hospital de uma terceira cidade e o cartório de registro do óbito em uma quarta cidade.

Por conta do rígido sistema de regulação criado pela DELPHOS, da utilização de suas sucursais para a recepção dos Avisos de Sinistros e do uso de sua Central Telefônica para informação do status do processo aos interessados (antes de sua disponibilização no portal), várias outras seguradoras procuraram a DELPHOS para que esta assumisse seu serviço de regulação.

Em 2010, a Seguradora Líder impôs ao mercado o uso do seu sistema de regulação. Com isso, o sistema da DELPHOS deixou de ser necessário. Para dar mais qualidade aos trabalhos e evitar a perda de todos os filtros e indicadores que desenvolveu e utilizava em seu sistema próprio, que não podiam ser aproveitados, o sistema continuou a ser parcialmente adotado nos trabalhos de regulação da Delphos, limitando-se, porém, ao controle da distribuição dos processos, para impedir que qualquer analista recebesse processos das mesmas Comarcas e assim pudesse se envolver com alguma prática externa nociva.

Em maio de 2018, a Seguradora Líder proibiu a terceirização do serviço de regulação de sinistro por parte das seguradoras, centralizando todo trabalho nas seguradoras que se dispuseram a fazê-lo, já que essa tarefa passou a ser opcional. Naquela ocasião, apesar de ser altamente capacitada e especializada, ter sido a criadora do modelo atual, pioneira na prestação de serviços de regulação de sinistros de DPVAT e estar atendendo a 16 seguradoras, a DELPHOS foi forçada a interromper essa jornada.

Em mais de 25 anos atuando na regulação de sinistros de DPVAT, a DELPHOS foi contratada por 22 seguradoras, efetuou a regulação de mais de 1,1 milhão de sinistros e treinou internamente mais de 170 analistas-reguladores, que se tornaram especialistas na matéria.

De acordo com as regras do Convênio DPVAT, a regulação do sinistro cabe cabia à seguradora que recebia o Aviso de Sinistro. Assim, dezenas de seguradoras passaram a realizar o serviço de regulação, recebendo por ele. Entretanto, as seguradoras precisavam adaptar seus sistemas para as características do seguro DPVAT. Devido à essa dificuldade, muitas seguradoras se recusavam a receber os Avisos, ou criavam rotinas que inviabilizavam os procedimentos para os beneficiários.

Em 1993, por conta de suspeita de fraudes na regulação de sinistros, a DELPHOS foi convocada pelo vice-presidente da SulAmérica Cia. Nacional de Seguros, Ivan Passos, a assumir a recepção dos Avisos de Sinistros de DPVAT que eram entregues naquela seguradora, bem como para fazer a regulação dos respectivos sinistros. Com isso, a SulAmérica passou a contar com as 26 sucursais da DELPHOS para receber os Avisos de Sinistros, retirando das suas agências essa atividade, a qual não era benéfica aos seus outros negócios, posto que havia um grande consumo de tempo para tratar de um ramo cujo risco não fora por ela subscrito e cuja gestão não era de sua competência.

A partir daquele contrato, a DELPHOS desenvolveu um sistema específico para regulação de sinistros de DPVAT, independente do sistema da Seguradora Líder ou de qualquer seguradora.

Enquanto foi utilizado, o sistema tinha o cadastro de todas as delegacias, cartórios e hospitais de emergência do Brasil. Bem antes da popularização dos mapas nos APPs, a DELPHOS apurava a localização do acidente pela latitude e longitude e comparava com a localização do hospital, delegacia e cartório envolvidos no sinistro, para identificar indícios de fraudes. E tais indícios eram muitos! Havia documentação de acidentes em uma cidade, com o Boletim de Ocorrência registrado na delegacia de outra cidade, com a vítima sendo atendida em hospital de uma terceira cidade e o cartório de registro do óbito em uma quarta cidade.

Por conta do rígido sistema de regulação criado pela DELPHOS, da utilização de suas sucursais para a recepção dos Avisos de Sinistros e do uso de sua Central Telefônica para informação do status do processo aos interessados (antes de sua disponibilização no portal), várias outras seguradoras procuraram a DELPHOS para que esta assumisse seu serviço de regulação.

Em 2010, a Seguradora Líder impôs ao mercado o uso do seu sistema de regulação. Com isso, o sistema da DELPHOS deixou de ser necessário. Para dar mais qualidade aos trabalhos e evitar a perda de todos os filtros e indicadores que desenvolveu e utilizava em seu sistema próprio, que não podiam ser aproveitados, o sistema continuou a ser parcialmente adotado nos trabalhos de regulação da Delphos, limitando-se, porém, ao controle da distribuição dos processos, para impedir que qualquer analista recebesse processos das mesmas Comarcas e assim pudesse se envolver com alguma prática externa nociva.

Em maio de 2018, a Seguradora Líder proibiu a terceirização do serviço de regulação de sinistro por parte das seguradoras, centralizando todo trabalho nas seguradoras que se dispuseram a fazê-lo, já que essa tarefa passou a ser opcional. Naquela ocasião, apesar de ser altamente capacitada e especializada, ter sido a criadora do modelo atual, pioneira na prestação de serviços de regulação de sinistros de DPVAT e estar atendendo a 16 seguradoras, a DELPHOS foi forçada a interromper essa jornada.

Em mais de 25 anos atuando na regulação de sinistros de DPVAT, a DELPHOS foi contratada por 22 seguradoras, efetuou a regulação de mais de 1,1 milhão de sinistros e treinou internamente mais de 170 analistas-reguladores, que se tornaram especialistas na matéria.

Fraudes

A DELPHOS sempre teve uma forte atuação contra as fraudes, tendo sido a responsável pelos primeiros processos criminais originados por causa da atuação de quadrilhas que agiram no mercado, a partir do cruzamento de dados de seu cadastro de procuradores, com os dados de registro do BO, local do acidente e hospital de atendimento.

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