Elas na liderança

Com mais de 58 anos de expertise, a DELPHOS se destaca como uma referência em soluções de TI, oferecendo um portfólio completo para atender às necessidades tecnológicas do negócio. Soluções robustas e adaptadas para garantir a eficiência e a segurança das operações de nossos clientes.

Mulheres são maioria no setor de seguros, mas participação em cargos de liderança no alto escalão nas empresas é menor em comparação aos homens.

 

Em 2010, Kathryn Bigelow conquistou o Oscar na categoria “Melhor Direção” com o drama “Guerra ao Terror”. Ela foi a primeira diretora a levar a estatueta para casa após mais de 80 edições.

 

Dezenove anos antes, a Copa do Mundo feminina dava seu pontapé inicial, enquanto a masculina já tinha fincado suas raízes na cultura do torcedor. No Brasil, as mulheres tiveram direito ao voto somente em 1932, e a primeira chefe de Estado foi eleita pela República depois de 121 anos da proclamação.

 

Em toda a parte do mundo, as civilizações foram constituídas pelo patriarcado, cujo as suas sequelas são sentidas até os dias atuais. “Ainda muitas mulheres são acometidas pela ‘síndrome do impostor’, um sentimento de insegurança e incapacidade de internalizar o sucesso”, explica Stephanie Zalcman, diretora técnica de Operações e Estruturação da Wiz Corporate.

 

Stephanie é também embaixadora da Sou Segura, uma associação que trata de desenvolver a equidade de gênero no mercado segurador e preparar mais mulheres para cargos de liderança. “Dando oportunidades para que elas façam mais networking, se preparem e se sintam seguras para assumir posições altas e também motivar as empresas a se engajarem nesse projeto”, apresenta.

 

A proporção de mulheres em cargos de liderança em seguradoras ainda é menor em relação aos homens, segundo o estudo Mulheres no Mercado de Seguros de 2022, desenvolvido pela Escola de Negócios e Seguros (ENS). Atualmente, há 2.2 diretores homens para uma mulher. Em 2012, ano de lançamento da primeira edição do material, para cada quatro executivos existia uma diretora.

 

“Eu confesso que me surpreendi um pouco nas primeiras reuniões com pessoas do mercado de seguros no qual é notável a massiva presença masculina”, lembra Rosana Passos de Pádua, CEO da Coface Brasil. “(…) mas, também fiquei positivamente surpresa com a quantidade de mulheres à frente de seguradoras no Brasil. Então, considero que estamos no caminho certo na formação e desenvolvimento de liderança feminina na área de seguros”, complementa.

 

O relatório Women in Business 2022, da Grant Thornton, mostra que 38% dos cargos de liderança no Brasil são ocupados por mulheres. Em 2019, a mesma pesquisa mostrou que apenas 25% das posições de liderança estavam sob o comando feminino.

 

Quando chegou em 1980 na Delphos, Elisabete Prado, hoje CEO da companhia, deparou-se com um mercado que dava poucas expectativas para uma mulher postular funções de influência na empresa. “As posições designadas às mulheres eram basicamente para cargos de níveis baixos ou intermediários. Porém, as exigências eram iguais ou até mais rigorosas do que era esperado dos homens. Debates sobre o tema só começaram a ser relevantes depois dos anos 2000”, recorda.

 

Por décadas, as empresas se espelharam nas entidades representativas do setor de seguros nesse tema. Isso porque a maioria delas, mesmo tendo centenas de anos de existência, jamais teve uma liderança feminina. O Clube dos Corretores de Seguros do Rio de Janeiro (CCS-RJ) andou na contramão desse cenário recentemente com a eleição de Fátima Monteiro como a primeira mulher presidente do clube.

 

Fátima lembra como se iniciou a participação mais efetiva de mulheres na entidade. “Quando Amilcar Vianna assume como presidente do clube, ele passa a convidar mulheres para serem sócias em um mundo extremamente masculino como todo mercado de seguros. Éramos quatro mulheres audaciosas e aos poucos fomos mostrando nossa capacidade, fazendo eventos e buscando parcerias de extrema importância”.

 

Em pauta nas empresas

A diretora da Wiz lembra que hoje as mulheres já são maioria no setor de seguros, representando 59% da força de trabalho. Porém, em cargos executivos elas ainda são pouco representadas. “Quando olhamos para as posições na liderança, os homens têm 3,5 vezes mais chances de ser um executivo na empresa e duas vezes mais chances de ser um gerente da companhia”.

 

Stephanie salienta que dentro do Grupo Wiz Co são aproximadamente 123 mulheres ocupando cargos de liderança, representando 47% do total. “Esse percentual deve seguir crescendo. Não queremos sobrepor as mulheres aos homens, mas que haja igualdade”.

 

“A diversidade tem ganhado espaço em empresas de todos os setores e, felizmente, também no mercado de seguros, que há muito era tido como masculino. Mulheres e homens pensam diferente e isso traz uma combinação fundamental para atingir alta performance nas equipes”, pondera Stephanie.

 

Rosana ressalta que na Coface Brasil a política de igualdade de gênero também é implementada. “Tenho a felicidade e o orgulho de estar em uma empresa na qual a disparidade entre homens e mulheres é praticada. Minha chefe, Marcele Lemos, CEO da Coface América Latina, é uma mulher e mais de 50% do time gerencial da Coface aqui no país é formado por mulheres”.

 

Menos diversidade provoca um rendimento menor nas companhias. Foi o que apontou o estudo da empresa de consultoria empresarial McKinsey & Company em 2022. De acordo com o levantamento, empresas com menor índice de diversidade cultural e de gênero tendem a render até 29% menos em relação aos seus concorrentes do mesmo setor.

 

Na análise da CEO da Coface Brasil, ambientes diversos, além de serem bem produtivos, também são mais atrativos e mais divertidos. “Hoje somos 55% mulheres e 45% homens em termos de quadro total. Eu acredito em todas as formas de diversidade, pois um perfil completa o outro. Para isso, a empresa tem que trabalhar os valores e, sobretudo, o respeito às diferenças e o convívio e aprendizado mútuo”, pondera.

 

No CCS-RJ, Fátima promete impulsionar a participação de mulheres durante a sua gestão. “Quero aumentar o número de sócias mulheres para que haja uma maior integração em nosso universo do clube. O intuito é que aos poucos ele seja misto em um ambiente no qual a mulher seja vista com o olhar clínico de profissional de seguros em sua plenitude”.

 

Elisabete sempre teve anseios de crescer profissionalmente e se esforçou para conquistar seu espaço, mesmo sem ter tantas referências profissionais no setor de seguros. A executiva acredita que existem princípios básicos que as mulheres em início de carreira não devem abrir mão.

 

“Precisam se preparar com muito estudo, leitura, autoconfiança e autoestima. Além de desenvolverem habilidades de influências positivas sobre suas equipes, aprenderem a fazer uma diligente gestão do tempo e fazerem conexões estratégicas com honestidade suprema”, recomenda a CEO da Delphos.

 

Todas as executivas de hoje já vislumbram no início grandes passos na carreira profissional, mesmo com tantas dificuldades que as relações sociais impõem no cotidiano. Para que as experiências sejam usufruídas por todo mundo, independentemente de cor, raça ou gênero, é necessário o esforço conjunto no fortalecimento dessas discussões cada vez mais acaloradas no mundo corporativo.

 

Fonte: Seguro Nova Digital

Posts relacionados

Delphos: tecnologia e experiência para apoiar agentes sob supervisão da Susep

A gestão de sinistros na atualidade: por que eficiência e integração se tornaram essenciais

Delphos é apoiadora Insurtech Premium do CQCS Inovação 2026

Receber Conteúdos

Diretor de Operações

Nélio Brochado Alvarez

Com mais de 40 anos de experiência em BPO de seguros habitacionais, iniciou sua trajetória em tecnologia da informação e consolidou-se na liderança operacional e gestão de grandes equipes, sempre voltado à modernização de processos e adoção de soluções digitais.

Membro do comitê de ética, tem interesse em promover ambientes inclusivos e é reconhecido por sua paixão por inovação e excelência operacional.

Diretor de Infraestrutura Tecnológica

Leonardo Gondinho Botelho

Executivo Sênior de Tecnologia com mais de 25 anos de experiência em Estratégia, Inovação e Operações de TI, com sólida atuação em Seguros (15 anos), Utilities, Consultoria, Indústria/Comércio e Fintechs.

Especialista em alinhar tecnologia aos objetivos de negócio, liderar projetos complexos, desenvolver times de alta performance, com foco em eficiência, inovação e crescimento sustentável.

Diretor Jurídico

Leonardo de Lima e Silva Bagno

Advogado formado pela Faculdade de Direito Cândido Mendes – Centro (2000), com especializações em Propriedade Industrial (UERJ), Direito Empresarial com ênfase em Direito Societário e Mercados de Capitais (FGV-Rio) e Gestão de Empresas (IAG/PUC-Rio).

Atua nas áreas Imobiliária, Tributária, Trabalhista, Contratual e Societária, com ampla experiência em gestão de advocacia em massa. Na Delphos, é membro da Comissão de Ética, do Comitê de Auditoria, do Comitê de Privacidade e Encarregado de Dados (DPO).

Diretor de Compliance

Fernando da Silva Menezes

Bacharel em Administração de Empresas FCPE – UCAM/RJ, com MBA em Gestão Empresarial – Coppead/UFRJ, Management – FGV-RJ, com especialização em Finanças – IBMEC, Mortgages – Wharton School e Tecnologia em Processamento de Dados – PUC-RJ, atuou em diferentes posições de liderança ao longo de mais de 15 anos no Grupo Delphos.

Atualmente como Diretor de Compliance, busca a manutenção dos princípios éticos e legais, além de ser responsável pelo Comitê de ASG da empresa.

Diretora Comercial

Beatriz Bergamini Cavalcante Gomes Coelho

Advogada com sólida carreira no mercado segurador, Beatriz Cavalcante possui MBAs em Marketing (FGV), Seguros e Resseguros (ENS), Direito do Consumidor (PUC-Rio) e Gerontologia (Einstein), além de formação internacional em Direitos Humanos pela Universidade de Coimbra.

Com ampla experiência em cargos de liderança em seguradoras e consultorias, atua na Delphos liderando a área Comercial e de Marketing, com foco em inovação, transformação digital e fortalecimento do relacionamento com clientes.

Presidente

Elisabete Joana Bazana Prado

Com quatro décadas e meia de trajetória na Delphos, Elisabete Prado assumiu sucessivas e diferentes posições na empresa, incluindo gerências técnicas, diretoria adjunta de corporações, diretoria de sucursais, diretoria comercial e marketing, até chegar ao cargo de CEO, em 05/2021.

Graduada e Pós graduada em Ciências Atuariais pela PUC-SP, com cursos complementares em Gestão pela Qualidade Total, Negociação Estratégica e Lideranças Corporativas, entre outros, é também Conselheira formada pelo IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, conduz a empresa com visão estratégica, foco em inovação e crescimento sustentável, promovendo eficiência operacional e fortalecendo o relacionamento com clientes e parceiros.  

Visão geral da privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu navegador e desempenham funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.