2027: eficiência operacional como estratégia de crescimento no seguro

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O próximo salto não virá de automatizar tarefas isoladas, mas de reduzir a fricção entre dados, decisões, controles e atendimento

A discussão sobre eficiência no seguro costuma começar pelo custo. Em 2027, ela deveria começar pela fricção.

Fricção é o que acontece quando uma informação é solicitada mais de uma vez, um documento percorre áreas sem contexto, uma pendência não tem responsável claro ou uma decisão chega tarde porque o dado necessário está em outro sistema, em uma planilha paralela ou na memória de alguém.

É nesses intervalos que a operação perde tempo, qualidade e confiança.

A tecnologia já está presente no setor. Estudo da CNseg, realizado com apoio da EY, indica que 80% das seguradoras brasileiras já implantaram soluções de inteligência artificial. Ainda assim, 77% das participantes identificam ganhos

apenas incrementais em processos existentes, sem alteração relevante do modelo de negócio. A distância entre experimentar tecnologia e transformar efetivamente a operação continua sendo o verdadeiro desafio.

Em 2027, eficiência significará reduzir a distância entre informação e decisão. Entre o momento em que um cliente, corretor ou parceiro apresenta uma demanda e o momento em que a seguradora consegue respondê-la com clareza, responsabilidade e qualidade.

Isso pede uma mudança de perspectiva. Durante anos, projetos de transformação foram organizados em torno de sistemas, departamentos ou tecnologias específicas. A próxima etapa deve ser organizada em torno de jornadas e eventos. A pergunta deixa de ser “qual ferramenta implantar?” e passa a ser: “o que precisa acontecer, com qual informação, sob qual responsabilidade e em quanto tempo, quando esta demanda chega?”.

Em sinistros, subscrição e atendimento, a oportunidade não está em automatizar cada tarefa, mas em evitar que a demanda se perca ao atravessar a operação. A tecnologia pode interpretar informações, identificar exceções, orientar o próximo passo e registrar decisões. O especialista entra onde seu julgamento faz diferença; o processo deixa de depender de repasses, buscas manuais e reconstruções de contexto.

A inteligência artificial terá papel relevante nessa evolução, mas seu valor não estará em substituir uma jornada confusa por uma resposta automatizada. Estará em aumentar a qualidade das decisões e em fazer a informação certa chegar à pessoa certa, no momento certo.

Essa agenda se estende à prevenção de fraudes, às APIs, ao Open Insurance e às insurtechs. Nenhuma dessas frentes produzirá valor isoladamente. A prevenção será mais eficaz quando estiver conectada à entrada dos dados e ao fluxo de decisão; APIs só reduzirão fricção se evitarem novas ilhas de informação; o Open Insurance exigirá que a empresa saiba usar, proteger e responder aos dados compartilhados; e parcerias com insurtechs terão valor quando se integrarem à operação, em vez de se tornarem mais uma camada de fornecedores e sistemas.

O ponto comum é simples: inovação sem coordenação aumenta o número de ferramentas; inovação com contexto melhora a operação.

No seguro, uma operação rápida que não explica suas decisões pode apenas encurtar o caminho até o próximo problema.

A Delphos acompanha essa agenda a partir da prática. Operações de seguros combinam regras, documentos, exceções, prazos, decisões técnicas e obrigações regulatórias. Por isso, tecnologia e operação não podem ser desenhadas separadamente. A solução precisa considerar a jornada inteira, do dado de entrada à decisão, da integração ao atendimento e do ganho de produtividade ao controle de risco.

Crescer em 2027 será, acima de tudo, coordenar melhor. Menos repasse de informação, menos trabalho refeito e menos decisões sem contexto. Também menos dependência de pessoas e controles paralelos para fazer a operação funcionar.

O diferencial não estará na operação que acumula mais automações, mas na que consegue preservar contexto e responsabilidade de ponta a ponta, transformando sua complexidade interna em uma experiência mais simples para clientes, corretores, parceiros e seguradoras.

Fonte: CQCS

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Diretor de Operações

Nélio Brochado Alvarez

Nélio Alvarez é Presidente da Delphos, com mais de 40 anos de experiência em BPO de seguros habitacionais. Graduado em Administração de Empresas e em Tecnologia da Informação, com pós-graduação em análise de negócios, iniciou sua carreira em tecnologia e consolidou sua trajetória na liderança operacional e na gestão de grandes equipes. Sua formação inclui também estudos em Filosofia e Belas Artes, que ampliaram sua visão analítica e sensível sobre negócios e pessoas, influenciando seu estilo de gestão.

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Leonardo Gondinho Botelho

Executivo Sênior de Tecnologia com mais de 25 anos de experiência em Estratégia, Inovação e Gestão de Operações de TI. Possui sólida trajetória em empresas dos setores de Seguros, Utilities, Consultoria, Indústria, Comércio e Fintechs, com destaque para 15 anos de atuação no mercado segurador.

Graduado em Tecnologia e Processamento de Dados pela UVA, possui Mestrado Profissional em Logística pela PUC e especialização em Gestão Empresarial com Ênfase em Tecnologia da Informação pela FGV em parceria com a Ohio University.

Especialista em alinhar tecnologia à estratégia de negócios, liderar programas de transformação digital, gerenciar projetos de alta complexidade e desenvolver equipes de alta performance. Atua com foco em inovação, eficiência operacional, governança, geração de valor e crescimento sustentável.

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Atua nas áreas Imobiliária, Tributária, Trabalhista, Contratual e Societária, com ampla experiência em gestão de advocacia em massa. Na Delphos, é membro da Comissão de Ética, do Comitê de Auditoria, do Comitê de Privacidade e Encarregado de Dados (DPO).

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Com mais de 15 anos de trajetória no Grupo Delphos, atuou em diversas posições de liderança, contribuindo para o desenvolvimento e a evolução da companhia. Atualmente, exerce o cargo de Diretor de Gestão Corporativa, sendo responsável pela promoção da governança, da conformidade com os princípios éticos e legais e pela liderança do Comitê de ASG da empresa.

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Com ampla experiência em cargos de liderança em seguradoras e consultorias, atua na Delphos liderando a área Comercial, com foco em inovação, transformação digital e fortalecimento do relacionamento com clientes.

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Com quatro décadas e meia de trajetória na Delphos, Elisabete Prado assumiu sucessivas e diferentes posições na empresa, incluindo gerências técnicas, diretoria adjunta de corporações, diretoria de sucursais, diretoria comercial e marketing, até chegar ao cargo de CEO, em 05/2021.

Graduada e Pós graduada em Ciências Atuariais pela PUC-SP, com cursos complementares em Gestão pela Qualidade Total, Negociação Estratégica e Lideranças Corporativas, entre outros, é também Conselheira formada pelo IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, conduz a empresa com visão estratégica, foco em inovação e crescimento sustentável, promovendo eficiência operacional e fortalecendo o relacionamento com clientes e parceiros.  

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