LGPD no mercado segurador: além do compliance, a construção de confiança

Com mais de 59 anos de expertise, a DELPHOS se destaca como uma referência em soluções de TI, oferecendo um portfólio completo para atender às necessidades tecnológicas do negócio. Soluções robustas e adaptadas para garantir a eficiência e a segurança das operações de nossos clientes.

O mercado segurador lida diariamente com um grande volume de informações. Dados cadastrais, financeiros, contratuais e documentos relacionados à análise de riscos e sinistros fazem parte de diferentes etapas da operação. Em determinadas situações, também podem ser tratados dados pessoais sensíveis, o que amplia a responsabilidade das organizações sobre a forma como essas informações são coletadas, utilizadas, armazenadas e protegidas.

Nesse contexto, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) não deve ser encarada apenas como uma exigência de compliance. A maneira como as seguradoras e demais organizações do setor tratam informações pessoais influencia diretamente a confiança de clientes, parceiros e de toda a cadeia envolvida na operação.

Mais do que estar em conformidade, o desafio está em incorporar a proteção de dados à rotina dos processos.

Proteção de dados começa na estrutura da operação

Uma estratégia consistente de proteção de dados não depende apenas de políticas internas ou termos jurídicos. Ela precisa estar refletida na forma como as informações circulam dentro da organização.

Isso envolve compreender quais dados são tratados, por quais motivos, durante quanto tempo são necessários, quem pode acessá-los e quais controles existem ao longo de seu ciclo de vida.

No mercado segurador, esse cuidado ganha relevância pela quantidade de agentes que podem participar de uma mesma operação. Seguradoras, corretores, prestadores de serviços e outros parceiros podem interagir com informações relacionadas a clientes e processos.

Quanto maior a complexidade desse ambiente, maior a importância de estabelecer responsabilidades, critérios de acesso e mecanismos capazes de garantir rastreabilidade.

Consentimento não é a única base para o tratamento de dados

Um ponto importante quando se fala em LGPD é evitar a percepção de que todo tratamento de dados pessoais depende do consentimento do titular.

A legislação prevê diferentes bases legais que podem justificar o tratamento, de acordo com sua finalidade e com as características de cada operação. O consentimento é uma delas, mas não a única.

Para empresas do mercado segurador, portanto, o primeiro passo é compreender a finalidade de cada tratamento e identificar a base legal adequada, mantendo transparência sobre como as informações são utilizadas.

Esse cuidado contribui para uma gestão de dados mais consistente e evita que a adequação à LGPD seja reduzida à simples inclusão de autorizações em formulários ou contratos.

Controle de acesso e rastreabilidade ganham importância

Em operações que concentram grandes volumes de informações, saber quem pode acessar determinado dado é tão importante quanto protegê-lo contra ameaças externas.

Os acessos devem seguir critérios relacionados às responsabilidades de cada usuário. Isso reduz exposições desnecessárias e contribui para que informações sejam utilizadas apenas por quem efetivamente precisa delas para executar determinada atividade.

A rastreabilidade complementa esse controle. Registros de acesso e logs ajudam a construir um histórico das atividades realizadas no ambiente tecnológico, ampliando a capacidade de monitoramento e investigação quando necessário.

Esse tipo de estrutura também fortalece a governança, porque oferece maior visibilidade sobre como os dados estão sendo utilizados dentro da operação.

Anonimização pode reduzir a exposição de informações pessoais

Nem toda análise precisa necessariamente identificar uma pessoa.

Em situações nas quais a identificação do titular não é necessária para determinada finalidade, técnicas de anonimização podem contribuir para reduzir a exposição de dados pessoais e permitir que informações sejam utilizadas de maneira mais segura.

No mercado segurador, dados possuem grande valor para análises, identificação de padrões e acompanhamento de indicadores. Por isso, encontrar formas de utilizar essas informações respeitando os princípios de proteção de dados é parte importante de uma estratégia responsável.

É fundamental, porém, que cada aplicação seja avaliada considerando a finalidade do tratamento e os requisitos previstos na legislação.

Incidentes exigem preparação antes de acontecerem

Mesmo organizações com boas práticas de segurança precisam considerar a possibilidade de incidentes envolvendo dados pessoais. A diferença está na capacidade de resposta.

Ter processos previamente definidos permite identificar o ocorrido, avaliar seu alcance, limitar impactos, preservar evidências e adotar as medidas cabíveis com maior agilidade. Dependendo das características do incidente, também podem existir obrigações relacionadas à comunicação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados e aos titulares afetados.

Por isso, planos de resposta a incidentes não devem começar a ser elaborados depois que um problema acontece. Eles fazem parte da própria estrutura de governança e segurança da informação.

Tecnologia precisa apoiar a proteção de dados

À medida que as operações se tornam mais digitais, os próprios sistemas utilizados pelas organizações passam a exercer um papel importante na proteção das informações.

Controle de acessos, definição de perfis e permissões, registros de atividades e rastreabilidade dos processos ajudam a transformar diretrizes de proteção de dados em práticas incorporadas ao cotidiano da operação. Nesse cenário, tecnologia e governança precisam caminhar juntas.

O SegDelphos foi desenvolvido considerando as necessidades específicas das operações do mercado segurador e conta com recursos relacionados à segurança, controle de acessos e registros das atividades realizadas no sistema. Esses mecanismos contribuem para ampliar o controle e a rastreabilidade dos processos, apoiando uma gestão mais estruturada das informações.

A tecnologia, naturalmente, não substitui políticas de privacidade, processos internos, orientação jurídica ou uma estratégia de governança de dados. Ela oferece a infraestrutura necessária para que parte desses controles possa ser aplicada de maneira consistente na operação.

LGPD também é uma relação de confiança

Para o consumidor, a contratação de um seguro envolve confiança desde o primeiro contato. Ele compartilha informações para que riscos sejam analisados, contratos sejam administrados e, quando necessário, sinistros possam ser atendidos.

Cuidar desses dados é, portanto, também cuidar dessa relação.

Empresas que tratam informações com transparência, segurança e responsabilidade demonstram que a proteção de dados faz parte da maneira como conduzem seus negócios, e não apenas de uma obrigação imposta pela legislação.

No mercado segurador, onde a confiança sempre foi um dos pilares da relação entre empresas e clientes, a LGPD acrescentou uma nova dimensão a esse compromisso.

Mais do que atender à legislação, proteger dados significa preservar a confiança que sustenta cada relação.

Conheça o SegDelphos e as soluções da Delphos para uma gestão mais segura, estruturada e preparada para as exigências do mercado segurador.

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Diretor de Operações

Nélio Brochado Alvarez

Nélio Alvarez é Presidente da Delphos, com mais de 40 anos de experiência em BPO de seguros habitacionais. Graduado em Administração de Empresas e em Tecnologia da Informação, com pós-graduação em análise de negócios, iniciou sua carreira em tecnologia e consolidou sua trajetória na liderança operacional e na gestão de grandes equipes. Sua formação inclui também estudos em Filosofia e Belas Artes, que ampliaram sua visão analítica e sensível sobre negócios e pessoas, influenciando seu estilo de gestão.

Diretor de Infraestrutura Tecnológica

Leonardo Gondinho Botelho

Executivo Sênior de Tecnologia com mais de 25 anos de experiência em Estratégia, Inovação e Gestão de Operações de TI. Possui sólida trajetória em empresas dos setores de Seguros, Utilities, Consultoria, Indústria, Comércio e Fintechs, com destaque para 15 anos de atuação no mercado segurador.

Graduado em Tecnologia e Processamento de Dados pela UVA, possui Mestrado Profissional em Logística pela PUC e especialização em Gestão Empresarial com Ênfase em Tecnologia da Informação pela FGV em parceria com a Ohio University.

Especialista em alinhar tecnologia à estratégia de negócios, liderar programas de transformação digital, gerenciar projetos de alta complexidade e desenvolver equipes de alta performance. Atua com foco em inovação, eficiência operacional, governança, geração de valor e crescimento sustentável.

Diretor Jurídico

Leonardo de Lima e Silva Bagno

Advogado formado pela Faculdade de Direito Cândido Mendes – Centro (2000), com especializações em Propriedade Industrial (UERJ), Direito Empresarial com ênfase em Direito Societário e Mercados de Capitais (FGV-Rio) e Gestão de Empresas (IAG/PUC-Rio).

Atua nas áreas Imobiliária, Tributária, Trabalhista, Contratual e Societária, com ampla experiência em gestão de advocacia em massa. Na Delphos, é membro da Comissão de Ética, do Comitê de Auditoria, do Comitê de Privacidade e Encarregado de Dados (DPO).

Diretor de Compliance

Fernando da Silva Menezes

Bacharel em Administração de Empresas pela FCPE – UCAM/RJ, com MBA em Gestão Empresarial pelo Coppead/UFRJ e formação em Management pela FGV-RJ. Também cursou Tecnologia em Processamento de Dados na PUC-RJ. Possui certificado em Housing Finance e Mortgages – The Wharton School (University of Pennsylvania).

Com mais de 15 anos de trajetória no Grupo Delphos, atuou em diversas posições de liderança, contribuindo para o desenvolvimento e a evolução da companhia. Atualmente, exerce o cargo de Diretor de Gestão Corporativa, sendo responsável pela promoção da governança, da conformidade com os princípios éticos e legais e pela liderança do Comitê de ASG da empresa.

Diretora Comercial

Beatriz Bergamini Cavalcante Gomes Coelho

Advogada com sólida carreira no mercado segurador, Beatriz Cavalcante possui MBAs em Marketing (FGV), Seguros e Resseguros (ENS), Direito do Consumidor (PUC-Rio) e Gerontologia (Einstein), além de formação internacional em Direitos Humanos pela Universidade de Coimbra.

Com ampla experiência em cargos de liderança em seguradoras e consultorias, atua na Delphos liderando a área Comercial, com foco em inovação, transformação digital e fortalecimento do relacionamento com clientes.

Presidente

Elisabete Joana Bazana Prado

Com quatro décadas e meia de trajetória na Delphos, Elisabete Prado assumiu sucessivas e diferentes posições na empresa, incluindo gerências técnicas, diretoria adjunta de corporações, diretoria de sucursais, diretoria comercial e marketing, até chegar ao cargo de CEO, em 05/2021.

Graduada e Pós graduada em Ciências Atuariais pela PUC-SP, com cursos complementares em Gestão pela Qualidade Total, Negociação Estratégica e Lideranças Corporativas, entre outros, é também Conselheira formada pelo IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, conduz a empresa com visão estratégica, foco em inovação e crescimento sustentável, promovendo eficiência operacional e fortalecendo o relacionamento com clientes e parceiros.  

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