Muitas operações no setor de seguros — especialmente em seguradoras de médio porte, associações e cooperativas — crescem de forma rápida e orgânica, sem que haja, necessariamente, uma padronização dos processos entre setores. O resultado é uma estrutura descentralizada, onde cada área adota seus próprios controles, ferramentas e fluxos de trabalho.
Esse modelo, embora comum, traz riscos sérios para a operação, que vão desde perda de produtividade até falhas em auditorias e prejuízos financeiros. Com o avanço da regulação, da digitalização e da expectativa por transparência, processos descentralizados podem comprometer a eficiência, a segurança e a credibilidade da empresa.
Os principais riscos da descentralização
Quando cada área adota seu próprio sistema ou rotina, surgem problemas como:
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Falta de rastreabilidade: Sem um controle centralizado, é difícil identificar responsáveis por falhas ou monitorar o andamento de processos com precisão.
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Duplicidade e retrabalho: Informações são inseridas manualmente em mais de um lugar, aumentando o risco de erro e atrasando os fluxos.
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Relatórios inconsistentes: A gestão perde tempo tentando consolidar dados divergentes, o que impacta diretamente a tomada de decisão.
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Exposição a riscos regulatórios: A falta de padronização pode dificultar o cumprimento de exigências legais, especialmente em auditorias.
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Experiência fragmentada para o cliente: Com setores que não “conversam”, o cliente acaba sendo impactado por informações desencontradas, atrasos e falhas no atendimento.
Como evitar esses problemas?
A solução passa por centralizar, padronizar e integrar. Investir em uma plataforma de gestão que conecte todos os setores — como atendimento, sinistros, financeiro, jurídico e comercial — é o primeiro passo para transformar a operação.
Um ERP especializado, como o SegDelphos, permite que todos os dados e fluxos fiquem em um só lugar, com rastreabilidade, controle de permissões, geração automática de relatórios e integração com sistemas externos. Isso traz mais segurança, previsibilidade e consistência para a operação como um todo.
Além disso, um sistema unificado facilita a implantação de políticas internas, treinamentos e rotinas operacionais padronizadas — o que reduz riscos e melhora o desempenho da equipe.
A descentralização pode parecer um problema pequeno no início, mas à medida que a operação cresce, se torna um gargalo. Organizar os processos agora é garantir eficiência e segurança no futuro.